quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Escola na Mata é Coisa de Gringo

Os únicos professores permanentes na região são europeus;
irmãos escoceses sofrem com desconfiança

RIO JAUAPERI, AMAZÔNIA -
A falta de escolas e professores é a principal reclamação das famílias ribeirinhas, que se sentem esquecidas pelo poder público na floresta, mas não têm nenhum desejo de mudar para a cidade. As poucas escolas que existem ao longo do rio só ensinam até a 4ª série. Quando funcionam. No fim das contas, dezenas de crianças do Jauaperi só sabem ler e escrever graças ao esforço de estrangeiros. Mais especificamente, um par de irmãos escoceses e suas esposas italianas.
Paul Clark, o mais velho, de 51 anos, veio morar na Amazônia em 1994. Professor de formação, estabeleceu-se na comunidade Xixuaú, a mais distante de Manaus, que seu irmão mais novo, Christopher, ajudara a fundar quatro anos antes. Ambos já haviam visitado a Amazônia várias vezes como turistas e se apaixonaram pelo Jauaperi. Com dinheiro de doações, montaram uma escola e começaram a alfabetizar as crianças ribeirinhas - em português. "Aprendi a língua devagarzinho, ensinando mesmo", conta Paul, em português com sotaque, mas fluente. "Alfabetizar não é um trabalho muito difícil."

Em 1998, Paul deixou o Xixuaú para construir uma outra escola rio abaixo, que batizou de Vivamazônia. Foi acompanhado da mulher, Bianca, que também é professora, e do melhor amigo, o ribeirinho Valdemar da Silva Brazão.
Hoje a escola é a única opção de estudo para mais de 30 crianças da região - principalmente das comunidades Gaspar e Itaquera. Paul e Bianca ensinam, Valdemar busca os alunos de barco todos os dias e sua mulher, Socorro, se encarrega da merenda. Tudo gratuito.

O dinheiro para manter a escola é levantado por uma associação que eles fundaram, com sede na Itália. A Prefeitura de Novo Airão não dá dinheiro. Em 2009, Paul foi até contratado como professor, após prestar concurso, mas está com 20 salários atrasados.
Desconfiança das autoridades
Além de não receber ajuda, Paul e Chris sofrem com a desconfiança do poder público. "Eles sempre acham que tem alguma coisa por trás de eu estar aqui. Acham que tenho algum plano secreto", conta Christopher, mais conhecido como "o gringo do Xixuaú" - termo que serve tanto como apelido quanto ofensa, dependendo da ocasião. "Não aceitam que seja possível um estrangeiro como eu escolher viver no mato só porque gosta da floresta e das pessoas."
Em 1990, fundou a Associação Amazônia, uma ONG para captar recursos e atrair turistas da Europa. Desde então o número de famílias aumentou para dez.
A comunidade tem escola, barco, telefone público e computadores com internet banda larga, via satélite. "Nossa associação é provavelmente a única que já passou por quatro CPIs, uma municipal, uma estadual e duas federais", conta Chris. Uma vez a Polícia Federal e o Exército baixaram por lá, empunhando metralhadoras, e a primeira pergunta que fizeram foi: "Cadê o laboratório?".
Funcionários do Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima), que demarcavam terras na região durante a visita do Estado, falavam em "ocupação estrangeira", "cobiça internacional", repetiam jargões como "A Amazônia é nossa" e diziam que os ribeirinhos eram "escravos" do gringo.

"O governo acha que porque a gente é do interior a gente não tem cabeça para pensar sozinho, que a gente só faz o que o gringo manda", revolta-se Elton Leite da Encarnação, o Elinho, de 32 anos, filho do falecido Baixote. Ele é o presidente da Cooperativa Xixuaú, criada no ano passado para desenvolver atividades de artesanato, extrativismo e turismo sustentável.
Cooperativa
Enquanto a associação traz recursos de fora, a Cooperativa (composta só de ribeirinhos) tentará gerar renda dentro da própria comunidade. O objetivo maior, segundo Elinho e Chris, é fazer do Xixuaú uma "comunidade modelo" de conservação ambiental.
"Eu tenho um plano secreto, sim, que é provar que é possível viver com dignidade na floresta, sem destruir a natureza", afirma Chris.
Nesse ponto, a associação de fato estabelece algumas regras: não pode desmatar, não pode caçar sem autorização da comunidade, evita-se andar de barco a motor nos igarapés e todo o lixo não reciclável tem de ser enviado para Manaus.
texto: Herton Escobar
Fotos: Paulo Pinto

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Fuck You Gringo !

no site:  http://bismarkopinion.wordpress.com encontramos,
titulo original:
A “Supremacia Gringa”

Texto: by Bismark


Eu to cansado de ver pessoas que dizem que o que há de melhor está lá fora, e os estrangeiros são melhores que os brasileiros, blá blá blá blá blá. Os que dizemos serem melhores do que a gente, eles tem muitos preconceitos com pessoas de outros países, culturas excêntricas e costumes que na verdade são muito estranhos. E nós brasileiros continuamos a idolatrar esses mesmos. Eles vêem até aqui, fazem sexo com nossas mulheres, aliciam nossas crianças, fazem tráfico internacional usando nossas mulheres, escravizam nossas mulheres com propostas de vida melhor lá fora. E nós sempre estamos recebendo eles muito bem, com sorrisos e boa vindas a eles. E quando vamos a algum país de fora, nós brasileiros, não só nós brasileiros, mas todo o povo sul americano, nós somos muito mal recebidos lá, eles desconfiam de tudo que a gente faça, para conseguir uma liberação lá é muito difícil. Você pode ser de qualquer classe social aqui no Brasil, mas chegando aos países de “1º mundo” já somos taxados como suburbanos ladrões e pessoas sem cultura. E quando eles chegam aqui é outra situação, são taxados como pessoas com educação, cultas e inteligentes. O que estou tentando transmitir neste texto, é que não precisamos ter um pouco mais de tolerância com os gringos, porque muitos deles vêem aqui se exilar por cometer crimes em seus países. Acho que deveríamos mudar esse nosso conceito de pensar que os gringos são melhores que a gente. Quando um gringo vier até aqui temos que tratá-lo como se fosse uma pessoa normal, não como se fosse uma pessoa muito importante. Acho que dessa maneira vamos ser mais respeitados lá fora, porque para os gringos, nós sul americanos parece que ainda estamos vivendo a Idade Média, porque não podemos ver um Europeu, que já estamos tratando ele como se fosse à melhor pessoa do mundo. Acho que vamos ser mais respeitados porque não vamos achar que somos inferiores a eles, e sim do mesmo nível.

E continuam a me dizer que esse tipo de coisa que se vê abaixo, tem mais inteligência que nós. Uma corrida
realizada na Rússia é bem esquesita, os competidores fazem uma corrida na água com botes, mas esses botes são bem diferentes dos botes convencionais:

domingo, 7 de novembro de 2010

Namorando um Gringo


Titulo original:
Amor sem Fronteiras
Texto: Regina Terraz e Sara Stopazzolli


No início era uma relação a três – ela, ele e o manual de tradução. Quando conheceu o marido, o suíço Gregory Ryan, há seis anos, a carioca Wanusa Andrade não sabia falar alemão ou inglês e precisava recorrer ao tradutor online (ou na versão de bolso) para conseguir se comunicar. Quando ela e Gregory se encontraram pela primeira vez, em uma boate no Rio, a conversa foi monossilábica e por meio de sinais. Mesmo assim, o namoro engatou por todo o mês em que o suíço permaneceu no Brasil. Depois, seguiu firme pela internet até virar casamento. “Apesar de todas as dificuldades lingüísticas, eu tinha a certeza de ser absolutamente compreendida pelo Greg”, diz Wanusa – que só não estava certa de ser entendida pelas outras pessoas. “Ainda hoje, quando falo que sou casada com um suíço, percebo olhares de recriminação. Mas aí digo a idade dele e todo mundo fica aliviado.” Ela, comissária de bordo, tem 25 anos. Ele, estudante de relações internacionais, 27.

VANTAGENS DE NAMORAR UM GRINGO
O preconceito a que Wanusa se refere pode ser resumido no clichê “mulher brasileira de família pobre e sem perspectiva se casa com homem estrangeiro bem mais velho em busca da salvação”. Especialista em relações interculturais, a psicanalista Sylvia Dantas afirma que, sim, boa parte das brasileiras que se casam com gringos enquadram-se nesse perfil. Mas não é só, claro. Mulheres independentes e bem- sucedidas também costumam se dar bem com os estrangeiros, principalmente os de países de Primeiro Mundo. “Esses homens, em geral, são menos machistas do que os brasileiros e, ao contrário deles, não se assustam diante de parceiras muito emancipadas”, explica ela, que é coordenadora do serviço de orientação intercultural da Universidade de São Paulo (USP). Isso significa que nas relações com europeus ou americanos, a chefia da casa é dividida entre os dois membros do casal. Não à toa, nos fóruns que pipocam pela internet sobre esse tipo de romance, as virtudes domésticas dos maridos estrangeiros são amplamente ressaltadas. Se for preciso, eles ajudam a lavar, passar e cozinhar.


ESTATÍSTICAS
Com o mundo ao alcance do mouse, encontrar um amor a um oceano de distância se tornou mais corriqueiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2006 foram realizados 5.230 casamentos de brasileiras com estrangeiros. O número é baixo, mas, se comparado ao mesmo dado de 1996 – ano da chegada da internet no Brasil –, representa um crescimento de 57%. Como nessa conta só entram as uniões formais, lavradas em cartório, dá para afirmar que na informalidade o volume de namoros bilíngües é bem maior.

CONTO DE FADAS?
A atriz paulista Giovanna Borghi, 26, chegou a acreditar que engrossaria essas estatísticas oficiais. Há três anos, apaixonada, ela deixou o Brasil para viver uma história de amor na Itália e... quase morreu de tédio. “Fui morar em uma cidade de 5 mil habitantes e, como não conseguia trabalhar, passava o dia sem fazer nada”, lembra. Nesses momentos, Giovanna pensava: “Mas 5 mil pessoas equivale ao público de uma festona em São Paulo!” Insatisfeita com a nova vida de dona de casa, ela resolveu voltar para o Brasil, não sem antes viver outros dois romances internacionais, um em Milão e outro em Madri. “Minha profissão é muito importante para mim. E eu sentia que se ficasse na Europa teria de abrir mão dela."

DIFERENÇAS
É mais comum a dobradinha mulher brasileira com homem estrangeiro (5.230 casamentos em 2006) do que a parceria mulher estrangeira com homem brasileiro (1.516 uniões).

Quando têm filhos, os casais latinos tendem a se aproximar mais de tios, primos e irmãos. Já os europeus e americanos fazem o contrário, ou seja, se afastam, porque entendem que construíram uma nova família. “É a família expandida versus a família nuclear”, diz a psicanalista Sylvia Dantas.



sábado, 6 de novembro de 2010

Brasileiro é o mais Barrado

Titulo original:
Brasileiro é o mais barrado em aeroportos da Europa
Texto:  João Paulo Dutra


 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso, não perdem a oportunidade de declarar que Brasil e União Europeia (UE) são aliados. Mas, nas fronteiras, a realidade é diferente. Dados da Frontex - agência europeia de controle de fronteiras - mostram que, no primeiro trimestre de 2010, os brasileiros foram os mais barrados em aeroportos da Europa.
Segundo a agência, 25.400 estrangeiros tiveram entrada rejeitada entre janeiro e março - número menor que o de trimestres anteriores, provavelmente pela crise na zona do euro. Deles, 1.842 eram brasileiros - 6,3% a mais que no final de 2009. O volume só perde para o total de ucranianos barrados, que chega a 5 mil. Estes, porém, não são obrigados a tomar aviões - até andando podem tentar cruzar a fronteira de seu país com a UE.


Para os europeus, os brasileiros barrados não deram garantias de que voltariam ao País e eram suspeitos de tentar entrar de forma irregular. Muitos deportados, no entanto, têm versões diferentes.


Segundo a Frontex, os dados se justificam pela distância entre Brasil e Europa. Se africanos podem tentar entrar por barco e a cidadãos do leste europeu basta pegar um carro, os brasileiros precisam do avião. Mesmo assim, os vetos a brasileiros superam os de nigerianos, chineses e indianos.


Oficialmente, não é preciso visto para um brasileiro entrar na Europa. Mas, com políticas imigratórias cada vez mais restritas, a UE e seus 27 países vêm endurecendo os controles em fronteiras e aeroportos. No caso dos brasileiros, a instrução dada aos policiais aduaneiros é a de pedir provas de que têm dinheiro, hotel para ficar e, principalmente, passagem de volta. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Entrevista com o autor do "Guia Turismo Sexual", Cristiano Nogueira.


Titulo original:
Uma entrevista com o autor do guia "Rio for partiers"
Texto: Pedro Serra


Deixando para trás a polêmica do ano passado, quando a Embratur solicitou seu recolhimento por considerar que o livro estimulava o turismo sexual e expunha “o povo brasileiro a situação vexatória”, o guia “Rio for partiers” (Rio para festeiros) ressurge nas prateleiras das livrarias cariocas. O leitor, porém, não irá encontrar ali as três páginas que causaram a revolta do governo, onde o autor Cristiano Nogueira classificava as mulheres cariocas por estilos, descrevendo, segundo o tradutor que os caras da Embratur foram arrumar, o grupo das “popozudas” como ”máquinas de sexo”.
O relançamento aconteceu em Janeiro, em um quiosque na Lagoa e, como eu não pude ir, liguei
ontem para o Cristiano Nogueira para saber um pouco mais do livro. Apesar de liberado pela Justiça, que derrubou a liminar que impedia a circulação do “Rio for partiers”, ele não quis arriscar e tirou as páginas que continham a classificação que gerou a revolta do governo.


– Achei melhor tirar o capítulo sobre namoros, já que não fui

compreendido. A minha intenção era, usando uma linguagem descontraída, mostrar ao turista como ele pode ter um relacionamento com as brasileiras. Mas percebemos que, depois dessa vitória parcial contra a censura, está havendo uma melhor compreensão do objetivo do guia, que é divulgar, de forma bem humorada e irreverente, os atrativos do Rio aos turistas de outros países. Não deixo de lembrar que o livro continua censurado (mesmo que em parte) pelo fato de duas desembargadoras que, ao que parece, nem leram o guia, estarem dispostas a lutar contra a causa antifeminista, da qual o livro foi acusado erroneamente pela Embratur– explicou.
Quando releio o meu post “Rio de Janeiro, o guia completo“, entendo bem as explicações do Cristiano. Depois que escrevi o guia pela primeira vez, vi que poderia ser mal compreendido em algumas das minhas explicações pouco politicamente corretas sobre as tribos da cidade, e acabei apagando uns quatro parágrafos. Ainda os tenho em meu computador e acho, realmente, que eram a melhor parte de todo o texto, mas preferi deixar de fora… o mundo anda tão chato, sem senso de humor, com todo mundo se sentindo tão ofendido por qualquer coisa e tão disposto a colocar a boca no trombone, que eu preferi me poupar da dor de cabeça.

Cristiano é formado em design – daí um guia que prima pela parte gráfica – trabalhava com marketing digital e, um belo dia, largou tudo para se dedicar ao livro. A ideia surgiu em 2001 quando, após ter morado 10 anos na Áustra e sete em Chicago, voltou ao Rio de Janeiro com uma visão diferente da cidade.
– Passei a entender o que os gringos viam, uma perspectiva diferente. Não sou antropólogo nem sociólogo, apenas quis mostrar o melhor do Rio para os turistas. Juntei uma equipe e, após sete meses de trabalho, tínhamos organizado todas as informações do guia.
Com cerca de 200 página e disponível em inglês e espanhol (com o título de “Rio sin parar“), o guia custa R$ 40 e tem 1/3 das suas vendas feitas nos Estados Unidos. O restante é comprado por turistas aqui no Brasil mesmo. Há ainda uma versão em PDF que pode ser baixada por US$ 20 na página rioforpartiers.com, onde você também encontra uma versão sobre salvador. O “Rio for partiers” já recebeu dois prêmios internacionais: “Best New Travel Guide” e “Grand Prize Best Travel Publication”,
Engana-se, porém, quem acha que Cristiano está rico e vivendo apenas da renda de seus guias. Segundo ele, quem escreve um livro não pode pensar em dinheiro.


– Se alguém fala que vai escrever um livro, o está fazendo por ego, porque isso não dá dinheiro. Se eu tenho lucro, é porque a empresa evoluiu, passou a fazer parceria com anunciantes, marketing. Apenas uma pequena parte do dinheiro vem da venda dos guias (Talvez seja por isso que ele atendeu prontamente ao meu pedido e ficou de me enviar um exemplar).
No papo descontraído de pouco mais de dez minutos que tive com Cristiano ao telefone, me identifiquei muito quando ele falou das mudanças em sua vida depois que começou a editar o “Rio for partiers”. Após a criação do Sem Destino, sempre que vou a algum lugar, fico pensando no que posso transformar em post para o blog. Com ele não é diferente.
– Depois de começar a trabalhar com isso, não consigo mais ir a uma boate e me divertir. Fico prestando atençào às roupas que as pessoas estão vestindo, que drinks estão bebendo, a que horas chegam. Analiso os preços, quais os cartões são aceitos. Quem trabalha com turismo, não tira férias nunca. Mas posso lhe garantir que não é o pior dos mundos.


Estereótipos

Além de indicar locais propícios para os turistas que procuram sexo no Rio,o “Rio For Partiers” classifica as cariocas em quatro “categorias”: as “popozudas”,
por exemplo, seriam um bom investimento, já que “o motel é sempre uma possibilidade com essas maravilhas”. Também haveria as “Britney Spears”, as “hippie/raver” e as “Balzac”. As “Britneys” seriam as filhinhas de papai, que se vestem como a cantora, mas não deixam ninguém cantá-las. “Pode esquecê-las a menos que seja apresentado a uma”.

Já as “hippies/ravers” são “garotas divertidas, fáceis de se aproximar, fáceis de conversar, difíceis de beijar, fáceis de ir para a balada”. A “Balzac” é a mulher que “quer se divertir, dançar, beber e beijar”. O guia sugere tratá-la “como uma dama, que elas te tratarão como um rei, talvez não hoje à noite, mas amanhã com certeza”.

Pra assistir o vídeo sobre o Guia "Rio for partiers" , clique aqui