domingo, 17 de outubro de 2010

Brasileiros em busca de sexo no Gringolândia

No "Manual do Cafajeste" (pra Mulheres) encontramos essa historia:
Titulo original:
Brasileiros no exterior (part I)


Essa última viagem que fiz foi um pouco diferente das que eu estava habituado. Isso porque,
como vocês já sabem, eu estou namorando e ir para o exterior compromissado nunca esteve nos meus planos. O que não quer dizer que eu só viajava com o único intuito de comer uma gringa, mas digamos que era algo que me atraia. Agora nessa viagem, eu aproveitei o meu “estado civil” para aprofundar minha análise como espectador e não ator.
Bom, antes de viajar para Budapeste, uns amigos que moram lá e que me abrigaram em sua casa já tinham cantado a bola, “Cafa, se prepara que isso aqui é uma Babilônia”. Achei que fosse mais um daqueles tantos “alertas” que eu recebia antes de viajar para fora, mas que ao chegar ao local era tudo balela. Porém, não foi o caso.
Assim que cheguei na sexta-feira a noite, eles já me colocaram em um esquenta e começaram a contar as histórias de putaria. Por incrível que pareça, as húngaras e gringas em Budapeste são muito mais fáceis e acessíveis que as brasileiras, mas eu ainda acreditava que aquilo era conversa de brasileiro, eu precisava ver pra crer. E vi.
No dia seguinte, a única coisa que eu pensava era, essa garota deve estar morrendo de vergonha e vai se jogar da janela quando se lembrar o que fez. Mas que nada! As duas tomaram café da manhã com a gente na sala e rasgaram elogios para os brasileiros, “Olha o corpo de vocês, olha os olhos, vocês tem pegada, tem sensualidade”. Apesar de eu não ter pegado, nem preciso dizer que depois de tantas viagens malfadadas, senti uma pontinha de
felicidade e orgulho de macho bobo brasileiro.Fomos a uma balada que fica embaixo do prédio deles. Eram 6 brasileiros e sempre que algum colava em uma húngara ou gringa e falava que era brasileiro, ouvia-se uns gritinhos e risos maliciosos. O grande truque não era iniciar uma conversa ou falar frases bonitas, era chegar encoxando, mostrando virilidade e jogo de cintura, isso adido ao fato de ser brasileiro, já garantia 80% de sucesso na empreitada. 3 dos brasileiros se engraçaram com duas irlandesas e de repente sumiram do lugar. Eu e mais dois ficamos mais um tempo bebendo e resolvemos voltar para o apartamento. Ai eu vi a Babilônia.
Vou poupar vocês de cada detalhe, mas em linhas gerais, um dos brasileiros levou uma irlandesa para o quarto e ficou por lá. Sim, a matemática não fecha. Sobraram 2 brasileiros e uma irlandesa. Digamos que os 3 se entenderam no meio da sala e ao chegar pude observar de camarote que a garota parecia um ama de leite sentada na mesa e amamentando dois homenzarrões. Eu e os outros 2 brasileiros caímos na gargalhada com a cena e ela ainda nos convidou para participar, mas ignoramos.
No mesmo dia fomos ao shopping e mais massagem de ego estava por vir. Não quero bancar o gostosão e achar que sou uma parada, mas estava impossível. Juro para vocês, de 10 garotas que passavam, 8 olhavam com cara de safada e desejo e 5 mexiam ou seguiam. Um dos caras que mora lá me disse que não era incomum ele conhecer uma garota na rua e já levar pra casa para finalizar. Ai eu quis entender essa mecânica e o motivo das mulheres serem tão fáceis lá (sendo que são maravilhosas) e alguns lugares (como no Brasil) as mulheres serem tão difíceis (e muitas vezes meia boca).
Percebi que os homens lá são lerdos, não carinhosos e sem pegada, quase não chegam nas mulheres. E por isso, elas precisam ser mais ativas (e segundo os brasileiros, são ativas até na cama) e ai ficam todas derretidas quando chega um cara com mais pegada e gentil. Já no Brasil, grande parte dos homens vai com sangue nos olhos na mulherada, a concorrência e disputa são grandes e ai aquela garota que não é tudo isso, é mais exigente com os homens que se aproximam.
Outro ponto que me chamou a atenção é que muitas mulheres “fáceis” lá, são extremamente inteligentes e articuladas. Em uma das noites teve uma festa de despedida de um cara lá e em um determinado momento ficamos conversando (homens e mulheres) na cozinha. Fiquei impressionado. A maioria das “piriguetes húngaras” tinha cérebro e sabia conversar desde política até assuntos do cotidiano internacional. Eu ficava pensando comigo, quando que no Brasil isso seria possível. Piriguete aqui no máximo vai saber discutir sobre o último eliminado do BBB.

E por falar em mulheres no exterior, tive um gostinho do que são algumas mulheres brasileiras vivendo na Europa e porque a fama delas cresce lá. O meu vôo de volta de Milão para São Paulo foi um circo. Havia uma dezena de travestis e mulheres vulgares embarcando. Uma delas parecia um outdoor ambulante brasileiro vestindo do tênis ao gorrinho roupas com a bandeira do Brasil, outras com os peitos pulando para fora do decote em uma cidade que fazia -2 graus Celsius, sem contar a imensa massa de oxigenadas-salto alto-barriga de fora-masca chiclete.
Já dentro do avião, como estava friozinho, coloquei um casaco bonitão que comprei na Eslováquia. Ao sentar na poltrona percebi uma movimentação irrequieta na poltrona ao lado. Tinha um judeu na ponta e ao lado dele uma oxigenada-salto alto-barriga de fora-masca chiclete. A garota tentava puxar assunto com o coitado, mas como ele parecia ortodoxo, não dava muita bola. Logo, percebi que ela queria me incluir na conversa, mas eu não estava com o mínimo saco de falar sobre o carnaval em Olinda (onde ela iria passar) e demais assuntos banais de um cérebro atrofiado.
Infelizmente se tornou impossível a não comunicação com ela, pois devido ao meu casaco, ela achou que eu fosse gringo e começou a tentar falar inglês (sofrível) comigo. Ao perceber que eu era brasileiro, ela me passou o seu Ipodre para ouvir uma música especial “I got a feeling”, dando a entender que a noite seria “a good good night” cantada safada, mas bem sacada. Levantei para tomar um vinho atrás do avião e ela veio atrás…

sábado, 16 de outubro de 2010

BAGUNÇAM PORQUE PODEM

Titulo original:
Gringos chegaram a pagar R$ 150 mil por casa para tirar os pescadores que viviam na região de Fortim
Autor: Lúcio Vaz
Foto: Alex Uchôa

As residências foram destruídas há oito anos e o entulho ainda está...
Fortim (CE) — Sem disfarçar o constrangimento, os funcionários da Prefeitura de Fortim (CE) mostram, emocionados, os murais e as maquetes do projeto apresentado ao governo do município pelos empresários espanhóis. O complexo turístico teria quatro hotéis temáticos (farol, golfe, surfe e marina), 120 unidades habitacionais, 120 chalés e bangalôs e campos de golfe com 18 buracos e 6,5 mil metros de extensão. A marina teria espaço para 172 embarcações atracadas e 60 vagas secas. O turista poderia pegar um veleiro em Fortaleza, navegar em alto-mar até Fortim, entrar pela foz do Rio Jaguaribe e chegar à marina, à margem do rio.


O site do Playa Mansa Living & Life Resort avisa que o empreendimento seria implantado em “um dos lugares mais belos do litoral nordestino, situado em uma área virgem no Ceará”, com mais de 2km de praia e 1km às margens do Rio Jaguaribe. O local, de fato, já foi virgem antes da chegada dos espanhóis. Em frente ao mar e ao lado do rio há um extenso terreno plano, já sem cobertura vegetal. O procurador da Prefeitura de Fortim, Elias Paiva Feijó, relata o que teria ocorrido ali: “Eles chegaram a desmatar e a limpar toda a região. Já era uma área bem plana, mas tinha mato. Os espanhóis tiraram a vegetação toda”, diz, acrescentando que os empreendedores também cercaram o local e construíram um prédio para instalar um escritório.


Antes de preparar o terreno, os empresários espanhóis compraram cerca de 40 casas de pescadores, algumas no alto das dunas fixas, outras às margens do rio. O preço pago aos pescadores começou baixo, mas foi aumentando à medida que todos percebiam o valor do empreendimento, estimado em R$ 400 milhões. “No início, eles estavam pagando um preço irrisório, porque eram casas pequenas. Então, a comunidade se reuniu e começou a fazer pressão. A partir daí, eles passaram a ter mais critério nessas indenizações para tirar o pessoal das terras, que foram totalmente desapropriadas”, conta o procurador. O Correio encontrou, entre a mata nativa, dezenas de alicerces das casas que foram compradas e destruídas.


Restos na mata
As primeiras casas foram vendidas por R$ 10 mil ou R$ 15 mil, em 2002. Muitos terrenos foram indenizados por R$ 3 mil e R$ 4 mil. No fim do processo de compra, algumas casas chegaram a ser compradas por R$ 150 mil, que seria o preço de mercado. Chegaram a indenizar terrenos por R$ 50 mil. Feijó afirma que o negócio tem a participação de um empresário Brasileiro, João Gentil, que seria o proprietário da maior parte daquelas terras.


O registro em cartório especifica a área de cada um dos componentes do condomínio, que inclui unidades residenciais, hotéis, vivendas, campos de golfe, comércio, sistema viário e praças de lazer. Só os campos de golfe ocupariam 86 hectares, o equivalente a 120 campos de futebol.


A Prefeitura de Fortim recebia informações otimistas sobre a geração de empregos pelo condomínio. “Eram esperados vá-rios postos de trabalho. Quando estivesse funcionando, seria em torno de 500 empregos diretos e mais 1,5 mil indiretos. Durante a construção, com a contratação de pedreiros, serventes, carpinteiros e eletricistas, chegaria a uns 2 mil empregos diretos”, conta o procurador do município. O novo empreendimento seria a forma de Fortim competir com a vizinha Canoa Quebrada, uma praia já famosa que atrai dezenas de milhares de turistas todos os anos, muitos deles estrangeiros.


Verificou-se que tais empreendimentos levaram em conta apenas os aspectos de mercado, em detrimento dos danos aos ecossistemas que dão sustentação à vida dos povos do mar”
Jeovah Meireles, professor da Universidade Federal do Ceará


A falácia do desenvolvimento
A experiência de outros países evidencia que os impactos de grandes empreendimentos na zona costeira não trazem apenas progresso, mas também acarretam diversos problemas. O professor Jeovah Meileles, do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), afirma que, além dos impactos ambientais negativos e dos conflitos com as comunidades tradicionais, há questões igualmente complexas. Na África do Sul, no México e em países caribenhos, resorts, campos de golfe e até a criação de camarões em viveiros entraram em decadência e as iniciativas foram abandonadas.


“Esses empreendimentos, que geram degradação socioambiental sem precedente, são abandonados quando ocorrem interferências na economia, nos níveis local e global. Os danos ao meio ambiente e à sociedade irão permanecer e terão elevados custos para o Estado”, diz Meireles.


O professor acredita que, no licenciamento dessas obras de infraestrutura, não foram levados em conta os impactos cumulativos. “Licencia-se um resort como se ele fosse o único no litoral, e sem definir as relações de impacto com os demais resorts já licenciados”, comenta. Segundo Meireles, os resorts são grandes loteamentos imobiliários para estrangeiros. Os campos de golfe ocupam as dunas, interferindo em reservas estratégicas de água doce e provocando danos ambientais em morfologias que amortecem as consequências previstas pelo aquecimento global: erosão e salinização dos aquíferos.


Segundo Meireles, a implantação de empreendimentos hoteleiros sobre campo de dunas na zona costeira cearense (as projeções apontam para mais de 70 hotéis nos próximos 10 anos) promoverá o acúmulo de sedimentos, além de danos a uma reserva estratégica de água doce, à biodiversidade e também a consequente expulsão de comunidades tradicionais de suas terras ancestralmente ocupadas.


“Privatizam largos setores da zona costeira, com elevados danos socioambientais e impactos relacionados com a degradação da biodiversidade, das paisagens e das comunidades litorâneas. Verificou-se que tais empreendimentos levaram em conta apenas os aspectos de mercado, em detrimento dos danos aos ecossistemas que dão sustentação à vida dos povos do mar.” (LV)



sexta-feira, 15 de outubro de 2010

BRASILEIRA SAFADA OU GRINGO SAFADO ?

Assista esse polêmico filme, um comercial de uma agência de turismo do Estados Unidos, e comente!
Quem é a verdadeira ou verdadeiro safado na sua opinião?
A gente já formou a nossa sobre o filme que também já passou no Faustão, mas primeiro querem ouvir a sua!

E não se segure não, fala mesmo o que você pensa, ventile a sua opinião no nosso polêmico blog, Casa Gringo, sobre gringos na sua casa, e brasileiras aparecendo na casa do gringo...!




terça-feira, 12 de outubro de 2010

TURISMO SEXUAL !

no site www.crianca.pb.gov.br encontramos:
Turismo Sexual Estimula Exploração Infantil no Brasil

BBC BRASIL
O programa “Our World: Brazil’s Child Prostitutes” (“Nosso Mundo: As Crianças Garota de programas do Brasil”, em tradução livre) da BBC mostrou que crianças estão suprindo uma crescente demanda de turistas estrangeiros que viajam ao Brasil atrás de sexo e acompanhou as tentativas de controlar o problema. A cada semana, operadores de turismo despejam nas cidades brasileiras milhares de homens europeus que chegam em voos fretados especialmente ao Nordeste em busca de sexo barato, incentivando assim a exploração. O problema, que foi constatado pela BBC em Recife, já estaria levando o Brasil a alcançar a Tailândia como o principal destino mundial do turismo sexual. De acordo com o repórter Chris Rogers, responsável pela reportagem, apesar das garantias de uma ação policial, nas ruas da capital pernambucana parece haver poucos indícios de que a exploração infantil está desaparecendo.
Corpo frágil
Uma menina vestida com um pequeno biquíni expõe seu corpo frágil.
Ela não parece ter mais do que 13 anos,

mas é uma das dezenas de garotas andando pelas ruas à procura de clientes debaixo do sol da tarde. A maioria vem das favelas da região. Ao parar o carro, a reportagem da BBC é recebida com uma dança provocante da menina, para chamar a atenção.
“Oi, meu nome é C. Você quer fazer um programa?”, ela pergunta. C. pede menos de R$ 10 por seus serviços. Uma mulher mais velha chega perto e se apresenta como mãe da menina. “Você pode escolher outras duas meninas, da mesma idade da minha filha, pelo mesmo preço”, ela diz. “Eu posso levar você a um motel local onde um quarto pode ser alugado por hora.”
Quando a noite cai, em uma área com bares e bordéis da cidade, o playground sexual de Recife ganha vida. Garota de programas se divertem com turistas, dançando e procurando por clientes em potencial. Muitas delas parecem muito menos do que 18 anos de idade. Motoristas de táxi trabalham com as garotas que são jovens demais para entrar nos bares. Um deles me oferece duas pelo preço de uma e uma carona para um motel local.
“Elas são menores de idade, então são muito mais baratas que as mais velhas”, explica ele ao me apresentar S. e M. Nenhuma delas faz nenhum esforço para esconder sua idade. Uma delas leva consigo uma bolsa da Barbie, e as duas se dão as mãos com um olhar que parece aterrorizado diante da perspectiva de um potencial cliente.Crack
A zona da exploração no Recife está cheia de carros circulando em baixa velocidade ao lado dos grupos de garotas exibindo seus corpos. Uma delas, P., está vestida com um top cor-de-rosa e uma minissaia. A menina de 13 anos concorda em falar comigo sobre sua vida como garota de programa. Ela conta que trabalha na mesma esquina todas as noites até o amanhecer para financiar o vício dela e da mãe em crack.“Normalmente eu tenho mais de dez clientes por noite”, ela se vangloria. “Eles pagam R$ 10 cada – o suficiente para uma pedra de crack”, diz. Por segurança, P. trabalha com um grupo de meninas mais velhas que atuam como cafetinas, tomando conta do dinheiro e cuidando das mais novas. “Há muitas meninas trabalhando por aqui. Eu não sou a mais nova. Minha irmã tem 12 anos e tem uma menina de 11″, conta. Mas P. está preocupada com sua irmã. “Eu não vejo a B. há dois dias, desde que ela saiu com um estrangeiro”, diz. P. diz ter começado a trabalhar como garota de programa com sete anos. A Unicef estima que há 250 mil crianças exploradas sexualmente como ela no Brasil. “Estou fazendo isso há tanto tempo que nem penso mais nos perigos”, ela afirma. “Os estrangeiros vivem aparecendo por aqui. Eu já saí com um monte deles”, conta. Apenas algumas quadras dali a calçada está tomada por travestis procurando clientes. Entre eles está R., de 14 anos, e I., de 12. Os primos parecem convincentes como meninas com seus saltos altos, minissaias, blusas e maquiagem pesada. “Precisamos ganhar dinheiro para comprar comida para nossas famílias”, explica R. ajeitando seu longo cabelo. “Nossos pais não se preocupam muito com a gente. Dizemos a eles quando estamos saindo e quando chegamos. E então damos a eles o dinheiro para comprar comida. Eles sabem como conseguimos o dinheiro, mas nós não discutimos isso”, diz.Fortaleza
Antes, a maioria dos turistas sexuais costumava ir a Fortaleza. Mas não mais –no último ano, a capital do Estado do Ceará vem mandando uma clara mensagem aos turistas sexuais de que eles não são bem-vindos.

Todas as semanas, dezenas de carros com policiais federais armados com metralhadoras AK-47 patrulham as ruas das zonas de exploração, vasculhando os motéis e bordéis, prendendo clientes e cafetões e levando meninas menores de idade para abrigos. Eline Marques, coordenadora da Secretaria Especial de Prevenção ao Tráfico de Seres Humanos, afirma que as blitzen estão tendo um resultado. “Já fechamos muitos estabelecimentos em Fortaleza. Ruas inteiras estão agora livres da exploração. Meu objetivo é intensificar essas ações antes da Copa do Mundo, tendo com alvo o próprio turismo que fomenta a exploração infantil”, diz ela. Outros Estados indicaram que estão acompanhando a campanha de Marques e que, se ela tiver sucesso, poderão seguir ações semelhantes. Mas, para cada estabelecimento sexual que é fechado, para cada turista sexual preso, há também vítimas. Muitas são levadas para abrigos de instituições de caridade.Recuperação
O Centro de Recuperação Rosa de Saron, perto do Recife, está operando com sua capacidade máxima,

porque as meninas não podem ser devolvidas para casa, por causa da pobreza que as levou à exploração. Elas chegam lá vindas de todo o Brasil. M., de 12 anos, quer viver com a mãe, mas não pode porque seu cafetão, que a forçou a trabalhar nas ruas e em bordéis, ameaçou matá-la se ela tentasse escapar. Ela diz que ainda teme por sua vida. “Não tive opção a não ser fazer o que ele mandava. Eu senti que estava perdendo minha infância, porque eu tinha só nove anos de idade”, diz ela. “Eu tinha medo. Às vezes eu voltava sem dinheiro e ele me batia”, conta. Jane Sueli Silva, que fundou o centro, diz que a maioria das garotas tem entre 12 e 14 anos quando chegam. Algumas delas chegam grávidas. “Muitas delas chegam aqui com problemas sérios, como câncer de colo de útero”, diz. “Como o câncer normalmente está só no estágio inicial, podemos ajudá-las, e graças a Deus que a cura é normalmente bem-sucedida.”
Uma outra ONG, a britânica Happy Child International, planeja construir mais centros para abrigar o crescente número de crianças prostituídas. Mas crianças como P. ainda estão desamparadas. Sua casa é um pequeno barraco que ela divide com sua mãe, dois irmãos e a irmã B., de 12 anos. Dentro, apenas dois sofás que são usados como camas e um balde plástico usado para lavar roupas e pratos.
Quando perguntada sobre se a exploração das filhas a magoava, a mãe delas pareceu mais preocupada com dinheiro. “Se elas conseguem dinheiro, não trazem para casa. Não, elas não trazem dinheiro nenhum para casa”, disse. P., por sua vez, diz que espera um dia sair da exploração. “Todo dia eu peço a Deus que me tire dessa vida. Às vezes eu paro, mas depois volto para as ruas para procurar homens. A droga faz mal, a droga é minha fraqueza, e os clientes estão sempre a fim de pagar.”


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Aproveitadores casam Gringos?

Título original:
Casada com estrangeiros
Autora: Denise Arcoverde


Atendendo a pedidos (via enquete! hehehe) vou tecer algumas considerações sobre o que eu acho que é a vida de casada com um estrangeiro…

Como vocês percebem, sou muito feliz com Ted. Mas, somos mais velhos, mais pacientes, estamos no segundo casamento, isso tudo pesa muito. Não temos problemas pelas nossas diferenças culturais porque aprendemos a lidar com elas. Partimos do princípio de que temos que ter respeito total e absoluto pela cultura um do outro, mesmo que sejam coisas que possam nos parecer absurdas e exdrúxulas.

Já pras meninas, em geral muito novas, que se casam com gringos, não deve ser fácil. Se eu tivesse encontrado Ted aos 20 anos as chances de dar certo seriam muito menores. Os hormônios em ebulição a as diferenças culturais enormes, devem causar algumas crises, e eu só diria pra ter paciência e muito respeito um pelo outro, com o tempo as coisas se acalmam.

Mas tudo isso a gente aguenta. O que incomoda mesmo, a mim e a todas as meninas que eu conheço (aí não tem diferença de idade), são os preconceitos de que somos vítimas!
Eu me apaixonei por Ted pelo que ele é, independente da sua nacionalidade. Porque temos muitas afinidades; gostamos (mais ou menos) das mesmas coisas; trabalhamos, os dois, com amamentação; a base do nosso casamento é o encontro de dois seres humanos, independentes de onde nascemos.


No entanto, uma coisa que a gente aprende ao casar com um estrangeiro é que as bases de julgamento das pessoas, em muitos casos, se dão exclusivamente pelo fato de termos nascidos em países diferentes. No caso, nós em um país “pobre” e eles em países “ricos”.
Não interessa se foi amor à primeira vista, se existem afinidades, se existe toda uma história que as pessoas desconhecem. Também não importa se, muitas vezes, nós costumávamos ter um padrão de vida bem melhor ou mais fácil (eu, por exemplo, tinha motorista, empregada, secretária), no Brasil. Ou que tenhamos o mesmo nível educacional ou profissional dos nossos companheiros.
Somos sempre as “aproveitadoras”. As que estavam procurando se dar bem e “pegaram um gringo idiota”. E eles são os gringos que estavam procurando uma “latina caliente”. Eles são rotulados pela sua suposta “riqueza” e nós somos rotuladas pela nossa suposta “competência na cama” ou nossa “subserviência”.
O pior é que esse preconceito existe, não apenas lá fora, mas mesmo no Brasil. Conheci uma brasileira, na Suécia, negra e linda, que morre de medo de voltar pra sua cidade, porque lá o comentário era que ela estava fazendo programa a 10 dólares a hora! Ela está muito bem, com um namorado que gosta muito dela e cuja familia a trata com todo respeito. Mas, por ser negra e, talvez, com condições financeiras não tão boas, era essa a imagem dela no seu próprio país.
Mesmo que não se chegue, sempre, a extremos como esse, todas nós já percebemos um olhar meio atravessado, no Brasil ou no país que escolhemos para viver.


Ted já teve amigos dizendo, num tom malicioso, como ele é sortudo por ter casado com uma brasileira. Eu nunca experimentei nada direto, mas já vi homens fazerem um arzinho “estranho” (do tipo “se deu bem”) ao saber que casei com um estrangeiro.
Existe uma crença, no Brasil, de que casar com um gringo é “acertar na loteria”. Isso não podia estar mais longe da verdade. Muitas vezes, as meninas vão viver, com seus namorados, na Europa, uma vida muito mais difícil do que tinham no Brasil.
A vida, na Suécia, por exemplo, é muito austera. Ninguém passa fome, é verdade, mas ninguém esbanja dinheiro, também. Os salários costumam ser baixos pro altíssimo custo de vida e juntar dinheiro pra viajar, por exemplo, pode ser muito difícil. O Estado garante o básico pra você, mas você tem que se acostumar a manter um padrão de vida bem mais baixo que muita gente de classe média tem no Brasil.
Ainda tem a saudade, adaptação ao clima e às pessoas, a luta para conseguir emprego, estudar a língua. Não tem nada de glamuroso, nessa nova vida, não.